O título mundial francês parece apenas o começo para esta geração

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A França se sagrou a grande vencedora da Copa do Mundo da Rússia. Foi cirúrgica na decisão do torneio contra a Croácia, resumindo bem as suas atuações ao longo da competição. Com uma defesa bem postada e o brilho e lampejos de seus melhores jogadores, levou o troféu do bi sem sustos para Paris.

A primeira fase dos franceses não foi nada empolgante, mas com duas vitórias (sobre Austrália e Peru) e um empate (Dinamarca), alcançou a liderança de seu grupo. No mata mata no entanto, cresceu, com resultados consistentes. A vitória sobre a Argentina nas oitavas talvez seja o ponto alto da campanha, onde mostrou mais futebol e o poder de decisão de seus grandes jogadores. Já contra Uruguai e Bélgica, as vitórias tranquilas mostraram a qualidade da seleção.

Na decisão, sua adversária Croácia vinha então de três prorrogações na fase de mata mata, com preocupações físicas, que mesmo assim iniciou melhor o duelo, novamente na superação de seus jogadores. Comandando as ações e tendo a posse, os croatas vinham bem na partida, até que aquela eficiência toda mostrada na Copa aparecesse para o franceses: com apenas uma finalização, dois gols feitos (um foi contra).

Atrás no placar, a Croácia martelava, mas viu a chance da vitória ir embora em pouco mais de cinco minutos de bola jogada pela França. Com dois gols em um curto espaço, abriu 4 a 1, no talento de seu trio Pogba-Mbappé-Griezmann e tirou as esperanças do adversário. Nem mesmo a entregada de Lloris no segundo gol croata mudou a história.

O título é um grande alívio para essa jovem geração, que ainda tem muito a oferecer. Depois de perder a Euro de 2016 na própria casa para Portugal, a Copa do Mundo foi a redenção. A impressão que fica é que este troféu é só o primeiro deste grupo. Dos jogadores mais relevantes, apenas três tem mais de 30 anos (Lloris, Matuidi e Giroud). As principais estrelas ainda tem muita lenha para queimar.

Varane (25 anos) e Umtiti (24) fizeram uma Copa praticamente impecável e serão a rocha defensiva durante mais alguns anos. Pavart (22) e Hernandez (22) nas laterais foram um grande achado de Deschamps e podem evoluir. Kante (27) deve continuar sendo o motorzinho imparável do meio campo.

Atleta que nasceu sobre grandes expectativas, Pogba (25) provou o seu valor nesta Copa do Mundo e elevou seu patamar nos Les Bleus. O mesmo vale para Griezmann (27), jogando no mais alto nível pelo Atlético de Madrid há temporadas e que levou seu futebol à seleção. E óbvio, Mbappé (19), a jovem estrela que tem um potencial até mesmo para se tornar a maior estrela francesa de todos os tempos.

A geração francesa ainda pode contar com nomes que tem muito à acrescentar como Dembélé (21), Lemar (22), Tolisso (23), Fékir (24), entre outros. A Rússia parece ser o começo de tudo.

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Jovem revelação da Copa, Mbappé tem tudo para ser referência dos Les Bleus no futuro (Foto: Getty Images)

Os 23 da Copa:

Goleiros: Lloris (França), Courtois (Bélgica) e Pickford (Inglaterra)

Zagueiros: Maguire (Inglaterra), Varane (França), Thiago Silva (Brasil) e Granqvist (Suécia)

Laterais direito: Trippier (Inglaterra) e Mario Fernandes (Rússia)

Laterais esquerdo: Strinic (Croácia) e Hernandez (França)

Volantes/Meias: Kante (França), Modric (Croácia), Pogba (França) e Golovin (Rússia)

Pontas/Atacantes: Hazard (Bélgica), Perisic (Croácia), Griezmann (França), Mandzukic (Croácia), Mbappé (França) e Kane (Inglaterra)

Melhor treinador: Zlatko Dalic (Croácia)

Melhor jogador: Eden Hazard (Bélgica)

Revelação: Kylian Mbappé (França)

 

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